Hormônio do amor também pode provocar inveja.
Substância oxitocina serve de gatilho para influenciar sentimentos sociais
A substância oxitocina, mais comumente conhecida como o hormônio do amor é associada a provocar confiança, empatia e até generosidade com relação as outras pessoas. Porém, uma pesquisa feita pela Universidade de Haifa, em Israel, sugere que, mais do que isso, o hormônio do amor também pode desperta a inveja.
Segundo os pesquisadores, o hormônio serve de gatilho para influenciar sentimentos sociais. Quando a associação com a pessoa é positiva, a oxitocina desencadeia comportamentos sociais positivos. Já quando a associação é negativa, o hormônio estimula os sentimentos negativos, como o ciúme e a inveja.
Durante o estudo, 56 pessoas inalaram uma versão sintética do hormônio ou um placebo (combinação falsa). Depois, eles participaram de um jogo que encorajava sentimentos de inveja e entusiasmo. Os participantes que inalaram o hormônio relataram níveis elevados de inveja e entusiasmo, quando comparados a quem inalou placebo. Porém, os resultados foram apontados somente durante o jogo.
Fonte Yahoo Minha Vida
Recomenda: Profa. Raquel
Caminhos da Psicanálise Contemporânea
De 9/12/2009 a 11/12/2009
Faltam 9 dias para o início do evento. Duração: 3 dias
Agência FAPESP – O simpósio Caminhos da Psicanálise Contemporânea será realizado entre os dias 9 e 11 de dezembro, no Rio de Janeiro.
O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, terá início no dia em que a instituição comemora 50 anos de fundação e reunirá na capital fluminense destacados nomes da psicanálise mundial na atualidade.
O evento é composto por conferências e mesas-redondas sobre temas como: “A psicanálise e a pós-modernidade”, “O legado freudiano na atualidade”, “Os diálogos com a cultura, a arte e a psiquiatria”, “A complexidade da teoria e da clínica atuais”, “O narcisismo e as suas diversas manifestações” e “As instituições psicanalíticas”.
Entre os palestrantes estarão Charles Hanly, presidente da International Psychoanalytical Association (IPA), entidade que regula o funcionamento das sociedades psicanalíticas em todo o mundo, Stefano Bolognini, da Sociedade de Psicanálise Italiana, Haydée Faimberg, da Sociedade de Psicanálise de Paris, Heitor Gunther Perdigão, secretário geral da IPA, Norberto Marucco, da Associação Psicanalítica Argentina, Claudio Rossi, presidente da Federação Brasileira de Psicanálise, e João Alberto Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Para cientistas, oxitocina está na base da gentileza humana
Do The New York Times
Com um festival de gratidão obrigatória à vista, permita-me oferecer algumas sugestões de coisas pelas quais você deveria exatamente agradecer. Seja grato por, em pelo menos uma ocasião, sua mãe não ter afugentado seu pai com um par de nunchakus e, ao invés disso, ter permitido contato suficiente para possibilitar sua feliz concepção. Seja grato por, ao comprar aquela criatura pálida semelhante a uma ave no mercado, o atendente aceitar seu cartão de crédito em boa fé e até mesmo devolvê-lo pronunciando seu sobrenome de forma quase compreensível. Seja grato pelo funcionário amigável do balcão da United Airlines no dia anterior ao Dia de Ação de Graças, que entende por que você precisa sair da cidade hoje, neste exato minuto, sob risco de alguém puxar o nunchaku da família.
Acima de tudo, seja grato pela oxitocina em seu cérebro, o pequeno e celebrado hormônio peptídeo que, ao que parece, ajuda a lubrificar toda a nossa interação pró-social, os milhares de atos de gentileza, ou quase gentileza, ou daquela gentileza nem tão sincera assim, que tornam possível uma sociedade humana. Cientistas sabem há muito tempo que o hormônio desempenha papéis fisiológicos essenciais durante o nascimento e a lactação, e estudos com animais demonstraram que a oxitocina também pode influenciar o comportamento, estimulando arganazes a se aproximarem de seus parceiros, por exemplo, ou a limpar e confortar seus filhotes. Agora, uma série de novas pesquisas em humanos sugere que a oxitocina está por trás dos pilares emocionais gêmeos da vida civilizada, nossa capacidade de sentir empatia e confiança.
De acordo com um artigo deste mês no periódico The Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores descobriram que diferenças genéticas na resposta das pessoas aos efeitos da oxitocina estão ligadas à sua capacidade de ler expressões faciais, inferir as emoções de terceiros, se afligir com a adversidade alheia e até se identificar com personagens de romances ou de uma tira em quadrinhos. “Comecei essa pesquisa como uma grande cética”, disse Sarina M. Rodrigues, da Universidade Estadual de Oregon, coautora do novo artigo, “mas os resultados me lançaram por terra”.
A oxitocina também pode ser um instrumento capitalista. Em uma série de artigos em revistas científicas como Nature, Neuron e outras, Ernst Fehr, diretor do Instituto de Pesquisas Empíricas em Economia da Universidade de Zurique, e seus colegas mostraram que o hormônio tem efeito notável na disposição das pessoas em confiar dinheiro a estranhos. No estudo na Nature, 58 estudantes saudáveis do sexo masculino receberam uma borrifada nasal de oxitocina ou de solução placebo e, 50 minutos depois, foram orientados a jogar um com o outro, usando unidades monetárias que poderiam investir ou poupar.
Os pesquisadores descobriram que os indivíduos induzidos pela oxitocina tinham muito mais chances de confiar em seus parceiros financeiros do que os jogadores placebo: enquanto 45% do grupo oxitocina concordou em investir a quantidade máxima de dinheiro possível, apenas 21% do grupo de controle se provou igualmente condescendente. Além disso, os pesquisadores mostraram que a descarga de oxitocina não simplesmente tornava os indivíduos mais dispostos a assumir riscos e distribuir seu dinheiro por aí. Quando os participantes sabiam que jogavam contra um computador ao invés de um ser humano, não havia diferença na estratégia de investimento entre os grupos. A confiança, ao que parece, funciona apenas em assuntos estritamente humanos.
Entretanto, o hormônio não transforma você em um otário. Na edição de 1º de novembro da Biological Psychiatry, Simone Shamay-Tsoory, da Universidade de Haifa, e seus colegas relataram que quando participantes de um jogo de azar eram postos diante de um jogador que consideravam arrogante, uma borrifada nasal de oxitocina aumentava seus sentimentos de inveja quando o esnobe ganhava e de exultação perversa quando o oponente perdia.
Como regra geral, porém, a oxitocina é um agregador, não um dispersor. Moléculas semelhantes são encontradas em peixes, talvez para facilitar o delicado negócio da fertilização, inibindo a tendência natural de um peixe fugir de outro. Quanto mais elaboradas as demandas sociais, mais papéis a oxitocina assume, alcançando seu ápice em mamíferos. Se você vai dar à luz uma ninhada de jovens necessitados, por que não deixar o mesmo sinal que ajudou a trazê-los ao mundo dar dicas sobre como cuidar e alimentar esses birrentos? E se você for humano, inclinado a transformar tudo em um grande assunto de família, aqui está novamente a oxitocina para incentivar e orientar.
C. Sue Carter, da Universidade de Illinois de Chicago, pioneira no estudo da oxitocina, suspeita que a associação entre o hormônio e o nascimento impediu por muito tempo cientistas de levarem a substância a sério. “Mas agora que ela foi levada ao mundo da economia e das finanças”, disse Carter, “de repente virou um assunto quente”.
A oxitocina age como um hormônio, viajando pela corrente sanguínea para afetar órgãos distantes de sua origem no cérebro e, como um tipo de neurotransmissor, permitindo que as células cerebrais se comuniquem. Diferente da maioria dos neurotransmissores, a oxitocina parece entregar seu sinal através de apenas um receptor, uma proteína projetada para reconhecer seu formato e estremecer quando presa; dopamina e serotonina, de forma diferente, têm cada uma cinco ou mais receptores dedicados a elas. No entanto, os contornos precisos do esforçado receptor da oxitocina diferem de indivíduo para indivíduo, com efeitos perceptíveis.
Em seu estudo, Rodrigues e os colegas Laura R. Saslow e Dacher Keltner, da Universidade da Califórnia em Berkeley, analisaram como duas variantes do código genético do receptor podem influenciar a capacidade de uma pessoa de sentir empatia, medida por um questionário padronizado (“Eu realmente me envolvo com os sentimentos de personagens de um romance”) e por uma tarefa comportamental chamada “Lendo a Mente com os Olhos”.
Nela, participantes observam 36 fotografias em preto e branco de olhos de pessoas e devem escolher a palavra que melhor descreva o humor de cada sujeito. Incômodo, rebeldia, contemplação, alegria? Em uma mensuração relacionada aos supostos efeitos relaxantes da oxitocina, também é testada a intensidade com que os indivíduos reagem ao estresse de escutar uma série de ruídos altos.
Em sua amostragem com 192 universitários de ambos os sexos, os pesquisadores descobriram que aqueles com a chamada versão A do receptor da oxitocina, que estudos anteriores associaram ao autismo e habilidades paternas ou maternas fracas, pontuaram bem menos na tarefa de leitura de olhar e mais no teste de propensão a estresse do que os indivíduos com a variedade G do receptor.
“Nós somos todos diferentes, e isso é uma boa coisa”, disse Rodrigues. “Se todos fossem grudentos e amorosos, seria um mundo insuportável”. Ela própria depois comicamente se assumiu como um Tipo A.
Tradução: Amy Traduções
Fonte Notícias Terra
Psicologia esportiva e Pequim 2008 – Parte 1.
Dossiê Sportv
Veja como o apoio psicológico foi fundamental na preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim.
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Psicologia esportiva e Pequim 2008 – Parte 2.
Dossiê Sportv
Veja como o apoio psicológico foi fundamental na preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim.
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Ciúme: quando esse sentimento pode ser considerado doença?
O ciúme é um sentimento universal, vivenciado em diferentes graus. O ciúme romântico é aquele que acontece nas relações afetivas dos casais e desenvolve-se quando percebemos que nosso relacionamento romântico encontra-se ameaçado, ou quando o parceiro não está tão conectado quanto nós gostaríamos que estivesse.
Para algumas pessoas, o ciúme é uma forma de medir a intensidade do amor, isto é, quem sente muito ciúme é porque ama muito também. Entretanto, muitas pessoas percebem o ciúme como um sentimento angustiante que pode tomar formas doentias e prejudicar a saúde física e mental do ciumento e/ou do parceiro vitimizado.
O ciúme é um sentimento que se origina na infância a partir da relação com os pais, com vivências de abandono e negligência. Outros fatores como insegurança, medo, instabilidade e desorganização pessoal contribuem para o desenvolvimento do ciúme. Algumas vezes, o ciumento pode perder o controle e agredir o parceiro, tanto verbal quanto fisicamente. Isto é mais comum entre os homens, mas também pode ocorrer com as mulheres.
O ciúme apresenta três características principais: (1) é uma reação diante de uma ameaça percebida; (2) pode se associar a um rival real ou imaginário; (3) a reação tem como objetivo eliminar o risco da perda do amor.
O ciúme surge quando o relacionamento é ameaçado, frequentemente está ligado ao medo de ter que dividir algo que se julga pertencer ao indivíduo ou quando se percebe que o amor e a atenção estão sendo direcionados para outra pessoa ou outra atividade. Geralmente está entrelaçado com o medo de sermos abandonados, traídos ou dispensáveis para a pessoa que amamos, o medo de não sermos mais amados e de não sermos mais a pessoa mais importante da vida do nosso parceiro. Pode envolver outros sentimentos e pensamentos além do medo, como suspeita, desconfiança, raiva, abandono e rejeição. Pode apresentar, ainda, manifestações físicas como taquicardia, respiração acelerada, sudorese, extremidades frias, dores musculares, sintomas alérgicos, irritabilidade e agressividade.
Quando o sentimento vira patologia?
O principal desafio das pessoas, ou do clínico, é diferenciar o ciúme considerado normal do patológico. O ciúme normal é aquele que está dentro dos limites convencionados pela cultura e pela sociedade e ainda pelas demandas implícitas e explícitas do casal, ou seja, os acordos feitos entre os casais sobre exclusividade no relacionamento. É desencadeado por conflitos reais, é uma reação compreensível e proporcional a uma situação de infidelidade, concreta ou plausível.
Caracteriza-se por ser um estado transitório que se baseia em fatos reais, apoiado na antecipação da existência de um adversário e é específico a um parceiro, evento ou rival.
O ciúme torna-se patológico quando passa a causar angústia e prejuízo significativo tanto à pessoa amada quanto ao indivíduo ciumento. Aqui, as suspeitas são infundadas e não existem dados de realidade. O ciúme patológico pode ser classificado em delirante e obsessivo. No ciúme delirante (ou psicótico), o indivíduo acometido apresenta convicção absoluta e irredutível por qualquer argumento lógico de que está sendo traído, mesmo que todas as evidências apontem o oposto. Um exemplo é o delírio de ciúme alcoólico, que representa uma complicação da dependência de álcool. Para tratar esse tipo de ciúme, as medicações antipsicóticas são as mais indicadas, com o objetivo de reduzir a irritabilidade e a agressividade.
Já o ciúme obsessivo é composto por uma série de pensamentos, emoções e preocupações exageradas e irracionais, associadas a comportamentos inaceitáveis ou extravagantes, nos quais o tema predominante é a possível infidelidade do parceiro. O maior desejo do ciumento patológico é controlar completamente os sentimentos e os comportamentos do parceiro. Para tanto, passa a verificar compulsivamente agendas, celulares, emails, roupas e faturas de cartão de crédito, bem como exigir senhas de acesso a diversos tipos de informação (redes sociais, por exemplo) e fazer visitas inadvertidas ao local de trabalho ou à casa do parceiro, além de segui-lo na tentativa de surpreendê-lo e confirmar as suspeitas.
Em alguns casos, a pessoa nutre uma curiosidade obsessiva pelo passado do parceiro, ou seja, os principais temas das suas preocupações, pensamentos repetitivos e imagens são os relacionamentos anteriores do parceiro.
Uma questão de confiança
Geralmente, o ciumento patológico é uma pessoa que tem baixa autoestima e imensa dificuldade em estabelecer relações de confiança. Dessa forma, acredita que honestidade e reciprocidade nas relações não valem a pena e se considera, de antemão, “traível” e “abandonável” por não reconhecer o próprio valor.
O ciúme é um tormento tanto para o ciumento quanto para seu alvo. O ciumento patológico tende a exigir que o parceiro seja só dele. Vai pouco a pouco fazendo restrições ao comportamento do parceiro e impondo condições ao relacionamento, que vai se tornando cada vez mais sufocante. O parceiro alvo do ciúme tenta, inicialmente, “tranquilizar” o ciumento, se anulando com freqüência e aceitando os comportamentos controladores na tentativa de diminuir ou acabar com o ciúme do parceiro. Este tipo de atitude, porém, é interpretada pelo parceiro ciumento, na maioria dos casos, como uma prova de que a infidelidade realmente existe.
Em relação ao tratamento do ciúme obsessivo, a intervenção psicológica é fundamental, ainda que o uso de antidepressivos seja necessário para a diminuição da ansiedade, ou quando houver a concomitância de quadros depressivos.
É importante ter em mente que o primeiro passo para o tratamento é admitir que se tem um problema e discutir o tema com o parceiro abertamente é fundamental.
As pessoas que acharem que seu ciúme é exagerado e que traz prejuízos a si mesmas e/ou ao relacionamento, ou ainda aquelas que estiverem se relacionando com um parceiro que considerem excessivamente ciumento podem procurar ajuda especializada no Instituto de Psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, através do Ambulatório dos Transtornos do Impulso – PRO-AMITI, que conta com psiquiatras e psicólogos especializados no atendimento do ciúme patológico. O telefone para contato é (11) 3069-7805.
Andrea Lorena da Costa – psicóloga clínica, mestranda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e membro do Ambulatório Integrado dos Múltiplos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI).
Monica L. Zilberman – médica psiquiatra, pesquisadora do Laboratório de Psicofarmacologia (LIM-23) do Instituto de Psiquiatria da USP e professora do programa de pós graduação do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
Fonte O que eu Tenho UOL
Cresce interesse da ciência pela felicidade, diz antropóloga
Agência Brasil
FOZ DO IGUAÇU – A antropóloga e psicóloga formada em Harvard (EUA) Susan Andrews, responsável pela implantação no Brasil de programas baseados no conceito da Felicidade Interna Bruta (FIB), disse que o interesse da ciência pela felicidade é crescente.
- Somente nos últimos seis meses, foram divulgados 27.335 estudos e artigos publicados em revistas científicas abordando desde aspectos bioquímicos a psicológicos do tema – afirmou.
Susan Andrews destacou que pessoas mais felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, têm melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais, têm casamentos mais sólidos. – A depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que têm motivado a investigação científica, uma vez que maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como medi-la permitirá construir políticas mais eficientes com reflexos positivos sobre a saúde pública – acrescentou.
A antropóloga participa em Foz do Iguaçu da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), que discute até hoje o conceito que surgiu no Butão, na Ásia, de medir o bem-estar de forma mais ampla do que o Produto Interno Bruto (PIB) , comumente utilizado para mensurar o progresso material de um país. A ideia tem a adesão de vários países, que se utilizam de alguns indicadores para orientar a elaboração de políticas públicas.
Susan explicou que na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais. Pessoas felizes tendem a ter 32% menos cortisol. Em contrapartida, o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estresse. – É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo inteiro – concluiu.
Fonte Jornal do Brasil
No Brasil, 80% das crianças têm algum sintoma de stress infantil.
Tontura, vômito, dor de barriga, cefaleia e uma série de outros sintomas físicos comuns na infância podem ocultar problemas de relacionamento, insegurança, depressão e stress.
Pesquisa realizada pela Isma-BR, a representação brasileira da International Stress Management Association, associação presente em 12 países que trabalha a prevenção e o tratamento do stress, revelou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável.
“Nosso organismo não diferencia se a criança está tendo dor de barriga porque está ansiosa ou porque comeu maionese estragada. A fonte é bem diferente, mas a sensação de dor e desconforto é semelhante”, diz Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, doutora em Psicologia, que só trabalha com sintomas relacionados a stress.
Ana Maria supervisionou o levantamento, realizado com 220 crianças, de 7 a 12 anos, em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Entre os sintomas físicos resultantes do excesso de tensão, foram citados dores musculares (dor de cabeça e de barriga), distúrbios do sono (pesadelo, sono agitado e insônia), diarreia, constipação, os enjoos e as náuseas.
Comportamento – As consequências emocionais se traduzem em nervosismo, medos, irritação e a impaciência. As mudanças comportamentais incluem a agressividade, a passividade, a dificuldade de relacionamento, as alterações no apetite – incluindo o aumento no consumo de doces – e o choro sem motivo.
Os resultados apontam a rotina atribulada como uma das principais causadoras da tensão entre os pequenos. “As pressões colaboram para que as crianças, cuja única responsabilidade deveria ser a de estudar e brincar, tenham uma série de obrigações que as levam a exercer uma rotina digna de pequenos executivos”, afirma Ana Maria Rossi.
“Apareceu muito na pesquisa que a criança às vezes mente, diz que tem dor de barriga ou dor de cabeça, apenas para não fazer alguma atividade. O fato é que não importa se ela está inventando ou não. O importante é descobrir porque a criança está fazendo isso”, aconselha. Se os pais desconfiam que as queixas podem não ser reais, devem conversar com as crianças. “Ela só vai fazer isso se não estiver bem. É preciso descobrir o que está havendo.”
Agência Estado
Fonte Revista Veja


