Desconhecidos sabem mais como nos fazer felizes do que nós mesmos.

O estudo foi realizado pelo professor de psicologia Daniel Gilbert. Ele declara que, se você quer saber se gostará de passar por alguma experiência (correr uma maratona, por exemplo), é mais fácil descobrir através da experiência alheia (ouvir o relato de alguém que já correu uma maratona), do que imaginar a situação.

“É mais proveitoso ouvirmos alguém falando sobre uma situação do que fecharmos os olhos e imaginarmos por nós mesmos” afirma Gilbert.

Estudos anteriores sobre psicologia, economia comportamental e neurociência, mostraram que as pessoas têm dificuldade em “prever” se algo as agradará, o que causa uma série de decisões que, muitas vezes, são infelizes. E intervenções que planejavam melhorar a forma com que a imaginação das pessoas funcionava falharam.

Então, ao invés de tentar controlar a imaginação das pessoas, Gilbert e seus colegas resolveram tirar essa variável da equação. Pediram que as pessoas tentassem prever o quanto um desconhecido (apresentado apenas na hora do teste) gostaria de uma experiência pela qual nenhum dos dois havia passado antes. O nível de acertos foi acima do esperado.

“As pessoas não percebem a enorme fonte de informação que a experiência alheia pode ser” diz Gilbert. “Achamos, de forma errônea, que somos muito diferentes dos outros. As pessoas acham que a única forma de saberem se serão felizes no futuro é a previsão dele. Mas, na verdade, a melhor forma é perguntar para alguém que já esteve no seu futuro, alguém que já passou pelas mesmas experiências” conclui o psicólogo. [Science Daily]

Recomenda: Bárbara Cristina Martins, aluna do 2o. semestre do Curso de Psicologia/UNIASSELVI.

O mundo é uma grande UNIBAN.

“Nem vestido, nem moralismo, nem faculdade ruim. A explicação para o caso Geisy está dentro de você. Qualquer um está sujeito a se comportar de forma má. Ainda mais num mundo com tantos adultos em extinção.”

Para boa parte de quem estuda psicologia das sociedades, a violência imposta a Geisy não só faz parte da natureza humana como nem precisa de grandes estímulos para dar as caras. Basta não haver uma pressão contra a violência que ela surge.

A ciência começou a levar isso a serio com os experimentos de Phillip Zimbardo. Em 1968 ele transformou os porões do departamento de psicologia da universidade de Stanford num presídio simulado. Chamou 18 estudantes e, em troca de um pagamento que daria Us$ 75,00 em valores atuais, pediu para que eles ficassem duas semanas ali. Metade faria o papel de guardas e a outra metade de prisioneiros. Estes tinham a obrigação de obedecer a todas as ordens dos policiais, sob pena de serem banidos do experimento e deixarem de ganhar o dinheiro. De cara, os guardas se aproveitaram dessa posição superior. Passaram a se comportar como sádicos – gritando na orelha dos prisioneiros, borrifando extintores de incêndio na cara deles, obrigando-os a lavar privadas com as mãos…Os prisioneiros começaram a surtar. E Zimbardo teve que interromper o experimento uma semana antes do previsto.

Para o psicólogo, tivesse a moeda dado mais meia volta e is estudantes ficado em situaçõesopostas, quem assumisse o papel de guarda se comportaria do mesmo jeito. O que explicava o sadismo dos sujeitos, então, era o ambiente. Um ambiente que trazia 3 condições básicas que levam ao mal. E que estavam presentes na Uniban também. As seguintes:

Desumanização da vitima: Em Stanford, os prisioneiros não tinham nome. Eram só números. Os guardas não os viam como gente, mas como coisas. È o que acontece quando o terror se instaura na vida real. No genocídio de Ruanda, hutus matavam tutsis ao som de programas de radio que chamavam o inimigo de baratas.

“Bush usou o terrorismo como justificativa moral para invadir o Iraque. Os colegas fizeram o mesmo com o exibicionismo de Geisy para sentir prazer com seu sofrimento”.

No nazismo, a propaganda estatal retratava os judeus com ratos em pôsteres e filmes. Numa escala bem menor, calouros são chamados de “bichos” em universidades paulistas. E às vezes acabam mortos. No dia a dia, usamos o zoológico inteiro: vaca, piranha, galinha, porco, pato, macaco. O caso da Uniban começou com uma coisificação nessa linha. E numa escala menor ainda: um grupo de homens ficou atiçando outros para ir até uma sala de aula ver uma “gostosa quase pelada”. Não era mais Geisy, mas uma figura desumanizada, quase um objeto de consumo. Para o socialmente aceito “gostosa” descer até “vaca” e “puta” foi um pulo, porque nos corredores da Uniban havia outra condição amigável ao mal: nosso segundo item.

Justificativa Moral: Quando agredir alguém parece à atitude correta, nem faz sentido ser bonzinho. George W. Bush usou o termo “Guerra contra o terror” para que a invasão ao Iraque parecesse justa. Geisy não derrubou um World Trade Center, mas cutucou uma psicologia social com vara curta. Outras meninas da faculdade estavam dispostas a punir a loira por um motivo concreto: seu comportamento exibicionista. Em um dos vídeos que foram para o youtube, por exemplo, uma menina diz: “olha, ela ta chorando.” E outra: “ah, dane-se!” em entrevistas depois do caso, varias alunas mantiveram a convicção de quem errou foi Geisy. Faz sentido, reações contra o narcisismo acontecem em qualquer ambiente, mesmo quando não há vestido curto nem atributos físicos na historia. Quem suporta alguém que fica o tempo todo se vangloriando da própria inteligência, por exemplo?

Ali era basicamente a mesma coisa só que com o corpo. Para os homens, uma mulher que vai com “roupa de festa” para a faculdade não é um problema. Muito pelo contrario. Mas a raiva de algumas meninas contra a vulgaridade da colega era a grande justificativa moral para a baderna. Baderna que só cresceu e se multiplicou porque outro ingrediente para a maldade esta lá. O…

Efeito Manada: Se todo mundo pular pela janela, você pula. Se todo mundo jogar pedra na Geisy é a mesma coisa. Principalmente se você for homem e esse comportamento agradar a outras mulheres – no caso, as colegas incomodadas com o exibicionismo da moça. Se o ambiente for uma terra sem lei, isso acontece mais ainda. È o caso das escolas. Muitas crianças são hostilizadas durante anos por colegas sem que os professores movam uma palha. A pressão contra a violência moral é pífia – e inversamente proporcional o prazer que ela dá aos agressores.

E aí entramos no maior problema do caso Geisy: até outro dia as universidades eram lugares distantes desse mundo hostil que faz parte da infância e da adolescência. Agora é diferente. Com pessoas tendo filhos cada vez mais tarde e demorando mais para sair da casa dos pais, a vida adulta propriamente dita demora cada vez mais para começar. Para o bem e par o mal. E não só na Uniban.

Texto: Alexandre Versignassi e Maurício Horta

Fonte: Super interessante- Essencial- Ed. 272-dez/2009- Páginas 25 e 26.

Recomenda: Leonardo Rafael Battisti, aluno do 4o. Semestre do Curso de Psicologia.

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Hormônio do amor também pode provocar inveja.

Substância oxitocina serve de gatilho para influenciar sentimentos sociais

A substância oxitocina, mais comumente conhecida como o hormônio do amor é associada a provocar confiança, empatia e até generosidade com relação as outras pessoas. Porém, uma pesquisa feita pela Universidade de Haifa, em Israel, sugere que, mais do que isso, o hormônio do amor também pode desperta a inveja.

Segundo os pesquisadores, o hormônio serve de gatilho para influenciar sentimentos sociais. Quando a associação com a pessoa é positiva, a oxitocina desencadeia comportamentos sociais positivos. Já quando a associação é negativa, o hormônio estimula os sentimentos negativos, como o ciúme e a inveja.

Durante o estudo, 56 pessoas inalaram uma versão sintética do hormônio ou um placebo (combinação falsa). Depois, eles participaram de um jogo que encorajava sentimentos de inveja e entusiasmo. Os participantes que inalaram o hormônio relataram níveis elevados de inveja e entusiasmo, quando comparados a quem inalou placebo. Porém, os resultados foram apontados somente durante o jogo.

Fonte Yahoo Minha Vida

Recomenda: Profa. Raquel

Caminhos da Psicanálise Contemporânea

De 9/12/2009 a 11/12/2009
Faltam 9 dias para o início do evento. Duração: 3 dias

Agência FAPESP – O simpósio Caminhos da Psicanálise Contemporânea será realizado entre os dias 9 e 11 de dezembro, no Rio de Janeiro.

O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, terá início no dia em que a instituição comemora 50 anos de fundação e reunirá na capital fluminense destacados nomes da psicanálise mundial na atualidade.

O evento é composto por conferências e mesas-redondas sobre temas como: “A psicanálise e a pós-modernidade”, “O legado freudiano na atualidade”, “Os diálogos com a cultura, a arte e a psiquiatria”, “A complexidade da teoria e da clínica atuais”, “O narcisismo e as suas diversas manifestações” e “As instituições psicanalíticas”.

Entre os palestrantes estarão Charles Hanly, presidente da International Psychoanalytical Association (IPA), entidade que regula o funcionamento das sociedades psicanalíticas em todo o mundo, Stefano Bolognini, da Sociedade de Psicanálise Italiana, Haydée Faimberg, da Sociedade de Psicanálise de Paris, Heitor Gunther Perdigão, secretário geral da IPA, Norberto Marucco, da Associação Psicanalítica Argentina, Claudio Rossi, presidente da Federação Brasileira de Psicanálise, e João Alberto Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Mais informações

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Para cientistas, oxitocina está na base da gentileza humana

Do The New York Times

Com um festival de gratidão obrigatória à vista, permita-me oferecer algumas sugestões de coisas pelas quais você deveria exatamente agradecer. Seja grato por, em pelo menos uma ocasião, sua mãe não ter afugentado seu pai com um par de nunchakus e, ao invés disso, ter permitido contato suficiente para possibilitar sua feliz concepção. Seja grato por, ao comprar aquela criatura pálida semelhante a uma ave no mercado, o atendente aceitar seu cartão de crédito em boa fé e até mesmo devolvê-lo pronunciando seu sobrenome de forma quase compreensível. Seja grato pelo funcionário amigável do balcão da United Airlines no dia anterior ao Dia de Ação de Graças, que entende por que você precisa sair da cidade hoje, neste exato minuto, sob risco de alguém puxar o nunchaku da família.

Acima de tudo, seja grato pela oxitocina em seu cérebro, o pequeno e celebrado hormônio peptídeo que, ao que parece, ajuda a lubrificar toda a nossa interação pró-social, os milhares de atos de gentileza, ou quase gentileza, ou daquela gentileza nem tão sincera assim, que tornam possível uma sociedade humana. Cientistas sabem há muito tempo que o hormônio desempenha papéis fisiológicos essenciais durante o nascimento e a lactação, e estudos com animais demonstraram que a oxitocina também pode influenciar o comportamento, estimulando arganazes a se aproximarem de seus parceiros, por exemplo, ou a limpar e confortar seus filhotes. Agora, uma série de novas pesquisas em humanos sugere que a oxitocina está por trás dos pilares emocionais gêmeos da vida civilizada, nossa capacidade de sentir empatia e confiança.

De acordo com um artigo deste mês no periódico The Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores descobriram que diferenças genéticas na resposta das pessoas aos efeitos da oxitocina estão ligadas à sua capacidade de ler expressões faciais, inferir as emoções de terceiros, se afligir com a adversidade alheia e até se identificar com personagens de romances ou de uma tira em quadrinhos. “Comecei essa pesquisa como uma grande cética”, disse Sarina M. Rodrigues, da Universidade Estadual de Oregon, coautora do novo artigo, “mas os resultados me lançaram por terra”.

A oxitocina também pode ser um instrumento capitalista. Em uma série de artigos em revistas científicas como Nature, Neuron e outras, Ernst Fehr, diretor do Instituto de Pesquisas Empíricas em Economia da Universidade de Zurique, e seus colegas mostraram que o hormônio tem efeito notável na disposição das pessoas em confiar dinheiro a estranhos. No estudo na Nature, 58 estudantes saudáveis do sexo masculino receberam uma borrifada nasal de oxitocina ou de solução placebo e, 50 minutos depois, foram orientados a jogar um com o outro, usando unidades monetárias que poderiam investir ou poupar.

Os pesquisadores descobriram que os indivíduos induzidos pela oxitocina tinham muito mais chances de confiar em seus parceiros financeiros do que os jogadores placebo: enquanto 45% do grupo oxitocina concordou em investir a quantidade máxima de dinheiro possível, apenas 21% do grupo de controle se provou igualmente condescendente. Além disso, os pesquisadores mostraram que a descarga de oxitocina não simplesmente tornava os indivíduos mais dispostos a assumir riscos e distribuir seu dinheiro por aí. Quando os participantes sabiam que jogavam contra um computador ao invés de um ser humano, não havia diferença na estratégia de investimento entre os grupos. A confiança, ao que parece, funciona apenas em assuntos estritamente humanos.

Entretanto, o hormônio não transforma você em um otário. Na edição de 1º de novembro da Biological Psychiatry, Simone Shamay-Tsoory, da Universidade de Haifa, e seus colegas relataram que quando participantes de um jogo de azar eram postos diante de um jogador que consideravam arrogante, uma borrifada nasal de oxitocina aumentava seus sentimentos de inveja quando o esnobe ganhava e de exultação perversa quando o oponente perdia.

Como regra geral, porém, a oxitocina é um agregador, não um dispersor. Moléculas semelhantes são encontradas em peixes, talvez para facilitar o delicado negócio da fertilização, inibindo a tendência natural de um peixe fugir de outro. Quanto mais elaboradas as demandas sociais, mais papéis a oxitocina assume, alcançando seu ápice em mamíferos. Se você vai dar à luz uma ninhada de jovens necessitados, por que não deixar o mesmo sinal que ajudou a trazê-los ao mundo dar dicas sobre como cuidar e alimentar esses birrentos? E se você for humano, inclinado a transformar tudo em um grande assunto de família, aqui está novamente a oxitocina para incentivar e orientar.

C. Sue Carter, da Universidade de Illinois de Chicago, pioneira no estudo da oxitocina, suspeita que a associação entre o hormônio e o nascimento impediu por muito tempo cientistas de levarem a substância a sério. “Mas agora que ela foi levada ao mundo da economia e das finanças”, disse Carter, “de repente virou um assunto quente”.

A oxitocina age como um hormônio, viajando pela corrente sanguínea para afetar órgãos distantes de sua origem no cérebro e, como um tipo de neurotransmissor, permitindo que as células cerebrais se comuniquem. Diferente da maioria dos neurotransmissores, a oxitocina parece entregar seu sinal através de apenas um receptor, uma proteína projetada para reconhecer seu formato e estremecer quando presa; dopamina e serotonina, de forma diferente, têm cada uma cinco ou mais receptores dedicados a elas. No entanto, os contornos precisos do esforçado receptor da oxitocina diferem de indivíduo para indivíduo, com efeitos perceptíveis.

Em seu estudo, Rodrigues e os colegas Laura R. Saslow e Dacher Keltner, da Universidade da Califórnia em Berkeley, analisaram como duas variantes do código genético do receptor podem influenciar a capacidade de uma pessoa de sentir empatia, medida por um questionário padronizado (“Eu realmente me envolvo com os sentimentos de personagens de um romance”) e por uma tarefa comportamental chamada “Lendo a Mente com os Olhos”.

Nela, participantes observam 36 fotografias em preto e branco de olhos de pessoas e devem escolher a palavra que melhor descreva o humor de cada sujeito. Incômodo, rebeldia, contemplação, alegria? Em uma mensuração relacionada aos supostos efeitos relaxantes da oxitocina, também é testada a intensidade com que os indivíduos reagem ao estresse de escutar uma série de ruídos altos.

Em sua amostragem com 192 universitários de ambos os sexos, os pesquisadores descobriram que aqueles com a chamada versão A do receptor da oxitocina, que estudos anteriores associaram ao autismo e habilidades paternas ou maternas fracas, pontuaram bem menos na tarefa de leitura de olhar e mais no teste de propensão a estresse do que os indivíduos com a variedade G do receptor.

“Nós somos todos diferentes, e isso é uma boa coisa”, disse Rodrigues. “Se todos fossem grudentos e amorosos, seria um mundo insuportável”. Ela própria depois comicamente se assumiu como um Tipo A.

Tradução: Amy Traduções

Fonte Notícias Terra

Psicologia esportiva e Pequim 2008 – Parte 1.

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Dossiê Sportv
Veja como o apoio psicológico foi fundamental na preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim.
12m6s

 

 

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Psicologia esportiva e Pequim 2008 – Parte 2.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Veja como o apoio psicológico foi fundamental na preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim.

13m32s

 

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